Teses Defendidas

Memorias, Dispatrios Literarios y Diásporas. Una lectura postcolonial de Carmine Abate: el caso italiano

Francesca Paola Casmiro Gallo

Data de Defesa
27 de Abril de 2026
Programa de Doutoramento
Pós-Colonialismos e Cidadania Global
Orientação
António Sousa Ribeiro e Margarida Calafate Ribeiro
Resumo
A pesquisa analisa a condição pós-colonial italiana a partir da contribuição teórico-metodológica dos Estudos Culturais. Que significa «pós-colonial» em Itália? É um instrumento que pode contribuir para a leitura do nosso tempo? Como se configura essa condição na história nacional e transnacional italiana? Para responder a estas perguntas, é essencial analisar o papel dos escritores migrantes e pós-coloniais, que partilham leituras inéditas de páginas marginalizadas da história nacional, como o colonialismo. No entanto, a palavra «colónia», no contexto específico, também ilumina outra memória, maioritária, mas sempre negligenciada pela narrativa oficial: as migrações em massa e as «colónias» que os italianos criaram em todo o mundo, onde experimentaram uma condição de subalternidade. Além disso, desde a antiguidade, na península, gregos, albaneses e outros grupos fundaram «colónias» no sentido original da palavra, cuja memória se preservou até hoje, sendo reconhecidas pela legislação como minorias linguísticas. Graças às contribuições de historiadores, antropólogos e críticos literários, pude articular uma visão de conjunto, privilegiando a dimensão cultural. Apoiada num extenso trabalho bibliográfico, construí três conceitos orientadores: diáspora, dispatrio e memória. A função destes conceitos é apoiar a viagem rumo a uma leitura pós-colonial da obra literária de Carmine Abate: escritor originário de uma comunidade arbëreshë da Calábria, semente da diáspora albanesa do século XV, até hoje terra de emigração e, atualmente, primeiro destino de alguns fluxos migratórios que atravessam o Mediterrâneo.

Palavras-chave: Carmine Abate; dispatrio; diáspora; memória; pós-colonialismo (Itália)